Durante muitos anos, carreguei feridas que ninguém conseguia enxergar.
Cresci com um pai extremamente rígido. As palavras dele, muitas vezes duras, me marcaram profundamente. Sem perceber, fui acreditando que eu nunca seria boa o suficiente. Passei a viver tentando agradar os outros, buscando aprovação e esquecendo de mim.
Essas marcas acompanharam meus relacionamentos. Repeti padrões, aceitei situações que machucavam meu coração e vivi momentos de ansiedade, insegurança e medo. Houve dias em que pensei que nunca conseguiria me libertar daquela dor.
Mas um dia decidi que a minha história não terminaria ali.
Entendi que pedir ajuda era um ato de coragem. Procurei profissionais que fizeram toda a diferença na minha caminhada. Passei por acompanhamento com psiquiatra, encontrei apoio psicológico, aprendi a cuidar do meu corpo com nutricionistas e descobri que a cura acontece quando tratamos o ser humano de forma integral: corpo, mente e alma.
Foi um processo. Houve lágrimas, desafios e recaídas. Mas também houve aprendizado, perdão e reconstrução.
A cada etapa fui descobrindo uma versão de mim que eu nem imaginava existir: mais forte, mais consciente e, principalmente, mais livre.
Hoje, olho para trás com gratidão. Não porque tudo o que vivi foi bom, mas porque cada experiência me trouxe até aqui. Tenho orgulho da mulher que me tornei.
Decidi transformar minha dor em propósito.
Busquei formação, estudei e me preparei para atuar como terapeuta, porque compreendi que muitas pessoas carregam feridas invisíveis, assim como eu carreguei um dia.
Hoje, minha missão é acolher almas. É oferecer um espaço seguro para quem sente que perdeu a esperança, para quem deseja reencontrar sua essência e descobrir que a cura é possível.
Eu não prometo apagar o passado, porque ele faz parte da nossa história. Mas posso caminhar ao seu lado para que ele deixe de controlar o seu presente.
Se a minha história puder alcançar uma única pessoa e fazê-la acreditar que ainda existe esperança, então tudo o que vivi terá valido a pena.
Hoje não sou definida pelas dores que enfrentei.
Sou definida pela coragem que tive de enfrentá-las e pelo amor que escolhi compartilhar com o mundo.
Se eu consegui reconstruir minha vida, acredito que você também pode. E será uma honra caminhar ao seu lado nessa jornada de cura.